RESUMO
O comportamento da atmosfera ao longo do ano define o CLIMA em um ponto qualquer da superfície da Terra. No entanto o tempo é algo passageiro, é como o ar está naquele momento. Em cada região observamos seu próprio clima, isto porque os fatores climáticos modificam os elementos do clima. “Em geral, os climas equatoriais são de chuvas convectivas e os tropicais de chuvas sazonais. As regiões de baixíssimos volumes de chuva são os de climas desérticos. Em latitudes médias, a precipitação é ciclônica e bem distribuída no ano e espacialmente. Nas regiões de clima temperado, há mais subdivisões de clima, verificadas especialmente no HN”.
Palavra-Chave: Clima; Chuvas; Regiões.
1. INTRODUÇÃO
Em qualquer lugar do mundo ao definir o clima devemos considerar os fenômenos metrológicos e os fatores que o caracterizam.
As massas de ar apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem ser polares, tropicais ou equatoriais.
As massas de ar tropicais se formam nos trópicos de Capricórnio e de Câncer. Elas podem se formar na altura dos oceanos (oceânicas) e serem úmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental).
As massas polares são frias. Isto porque elas se formam em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas.
As massas equatoriais são quentes, se formam próximas a linha do Equador. O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda.
Na Continentalidade a proximidade de grandes quantidades de água exerce influencia na temperatura. A água demora a se aquecer, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido à quantidade de terras emersas serem maior, ou seja, sofre influencia da continentalidade, boa parte deste hemisfério.
As correntes marítimas são massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influencia no clima. As correntes quentes do Brasil determina muita umidade, pois a ela está associada massas de ar quente e úmida que provocam grande quantidade de chuva.
No relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.
A vegetação impede a incidência total dos rios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento há diminuição de chuvas, visto a umidade diminuir, e há um aumento da temperatura na região.
As diferenças de latitude podem alterar tanto a temperatura como a pressão atmosférica. Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.
Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.
A umidade corresponde à quantidade de vapor de água que encontramos na atmosfera. A umidade é relativa ao ponto de saturação de vapor de água na atmosfera, que é de 4%. Quando a atmosfera atinge essa porcentagem, ou se satura de vapor, ocorrem às chuvas.
Muitas vezes escutamos no jornal falarem que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 60%. Isto quer dizer que estamos a 60% da capacidade máxima de retenção de vapor de água na atmosfera. Quando está chovendo, a umidade relativa do ar está em 100%, ou 4% em termos absolutos. Portanto, quando a umidade relativa do ar está por volta de 60%, está em 2,4% de vapor em termos absolutos.
Mas para que chova é preciso que a água se condense, ou seja, passe do estado gasoso ao liquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação.
O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura. Uma maior temperatura, maior o ponto de saturação, uma menor temperatura, menor o ponto de saturação.
As nuvens são constituídas por de água, ou cristais de gelo. Nuvem é o vapor d’ água condensada.
A pressão atmosférica é a força causada pelo ar sobre a superfície terrestre. Ela depende da latitude, altitude e temperatura. Quanto maior a altitude, menor a pressão e vice-versa. Quanto menor a latitude, menor a pressão. Nas regiões mais quentes, região equatorial, o ar se dilata ficando leve, por isso tem uma baixa pressão. Próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando mais denso, tendo uma maior pressão.
Vimos então que a temperatura também tem forte influencia na modificação da pressão atmosférica. Isto porque o ar quente é leve, ou seja, sobe e como conseqüência diminui a pressão. E em regiões de baixa temperatura há maior pressão, visto que o ar frio tende a descer.
O movimento do ar decorre da diferença de pressão. Ele se movimenta das altas para as áreas de baixa pressão. Esse movimento do ar chamamos de vento.
2 TIPOS DE CLIMAS
Clima equatorial
Ocorre na zona climática mais quente do planeta, faixa Equatorial. A temperatura média anual é superior a 24°C. As chuvas são abundantes, cerca de 2000mm, com pequena amplitude entre o dia e a noite.
Clima tropical É considerado como transição entre o clima equatorial e o desértico. Apresenta temperatura elevada o ano inteiro. Tem duas estações bem definidas: verão, que ocorre às chuvas, e inverno ameno e seco. Este tipo de clima ocorre na maior parte do território brasileiro.
Clima desértico
Os desertos baixo índice pluviométrico, cerca de 250mm por ano. É comum uma temperatura acima de 42°C durante o dia, mas à noite pode chegar a menos de 0°C principalmente no inverno. Algumas áreas de desertos são: África do Norte (Saara) e Ásia Ocidental (Arábia).
Clima temperado
Os climas temperados são caracterizados por ser possível ver as quatro estações do ano de uma maneira bem clara, sendo possíveis as atividades humanas durante a maior parte do ano. Dividem-se em:
Marítimo: Sofre influencia dos oceanos, por isso as temperaturas são constantes. Continental: apresenta verões mais quentes e invernos mais frios e secos.
Clima subtropical
Ocorre entre os climas tropicais e temperados. Apresentam chuvas abundantes, verões quentes e invernos frios. É característico das médias latitudes.
Clima mediterrâneo
Apresentam invernos mais brandos e chuvosos, verões quentes e secos. As chuvas ocorrem no outono e inverno. Algumas áreas de sua ocorrência são o sul da Califórnia, parte meridional da África do Sul e sul da Austrália.
Clima Frio(Polares)
Os climas polares são climas de baixa temperatura o ano inteiro, chegando por volta, no máximo 10°. Pois não há concentração de calor, o sol fica sempre baixo no horizonte na época do verão, e no inverno ele nem aparece. Portanto essas regiões polares (próximas aos círculos polares Árticos e Antártico) estão sempre cobertas de neve e gelo.
As temperaturas mais baixas foram registradas em Vostok, Antártida, -88°C. O clima de altitude está ligado às grandes altitudes das cadeias montanhosas, como os Andes, o Himalaia, as montanhas Rochosas e os Alpes. Caracteriza-se pelo frio e pela presença de neves eternas. Nesse caso, em alguns lugares o fator altitude supera a latitude.
No Brasil predomina climas quentes e úmidos, por possuir maior parte do seu território na zona intertropical. O tropical-úmido se situa na costa leste do Brasil, desde o Rio Grande do Norte até São Paulo.
No inverno se formam frentes frias e em alguns dias a temperatura fica baixa.
As chuvas ocorrem no verão, apenas no litoral nordeste que chove mais no inverno. É um clima quente e úmido, apesar das “ondas de frios” que ocorrem às vezes.
O tropical típico ou semi-úmido ocorre na região central do Brasil. As médias de temperatura variam de 20° a 28°C. Chove por volta de 1500mm por ano. É um tipo de clima quente e semi-úmido, com chuvas no verão e seco no inverno.
O semi-árido ocorre no sertão nordestino. Com chuvas inferiores a 800mm por ano.
É seco e árido, mas não como o deserto. Tem quatro massas que exercem influencia, duas equatoriais e duas tropicais, que terminam sua trajetória no sertão.
O subtropical se localiza no sul do país até o sul do trópico de Capricórnio. Tem temperaturas médias nem quentes e nem frias. Com chuvas abundantes e bem distribuídas durante todo o ano.
O verão é bem quente e o inverno é bem frio, em lugares mais altos ocorrem geadas. Em alguns lugares chegou a cair neve, mais é raro.
O semi-árido apresenta poucas chuvas, sendo mal distribuídas durante o ano. São climas de transição, encontrados tanto em regiões tropicais como em zonas temperadas.
3 CONCLUSÃO
Podemos concluir que os fenômenos metrológicos ou elementos do clima sofrem a influência de algumas variantes que são fatores modificadores do clima. Para que sejam compreendidos precisam ser estudados de forma interdisciplinar, pois um interfere no outro.
Adversidade climática do território brasileiro é muito grande. Destaca-se a fisionomia geográfica, a extensão territorial, o relevo e a dinâmica das massas de ar, atuando diretamente na temperatura e pluviosidade, provocando as diferenciações climáticas regionais.
4 REFERÊNCIAS
Apostila Domínios Climáticos. Editora Asselvi. Ano 2008.

