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Descriminação Racial

RESUMO

O paper tem por propósito fornecer subsídios para um melhor intedimento a respeito do tema racismo e desigualdade social. Coloca em evidência aspectos da discriminização que o negro vive e convive na sociedade brasileira

Palavras-chave: Racismo; Desigualdade social; Igualdade; Cor; direitos humanos.

1 INTRODUÇÃO

A principio imaginei fazer um paper incluído todos os tipos de descriminação descrevendo detalhadamente todas. Devido a um certo grau de importância, de conscientização, optei por abordar a discriminação racial ao negro.
Não que a xenofobia, discriminação da mulher, do índio, religiosa ou qualquer outro tipo de discriminação seja irrelevante, mas no contexto onde estamos inseridos, onde quase metade da população e negra o primeiro tema é o mais adequado a ser explanado.
Mostrarei que este problema vem desde a época da colonização, onde escravizaram os negros e os restringiram a simples força de trabalho, tratado como animais para servir uma sociedade “branca”.
Mesmo tendo se passado mais de 500 anos, ainda existe preconceito, herdado daquela época.Será mostrado neste paper as farias faces do preconceito na sociedade. Onde a solução pode ser simplesmente a educação, dada de forma a mostrar que não existe diferença na cor de uma pele que possa desvalorizar alguém e tratar de forma desigual.

2 O QUE É PRECONCEITO, OU DESCRIMINAÇÃO RACIAL E SOCIAL

O preconceito, como seu nome o indica, é um “pré-conceito”, uma opinião que se emite antecipadamente, sem contar informações suficientes para poder emitir um verdadeiro julgamento fundamentado e raciocinado. Os preconceitos são opiniões levianas e arbitrárias, mas que não surgem do nada.
Nem, ao contrário do que se possa pensar, são opiniões individuais. Em geral, nascem da repetição irrefletida de pré-julgamentos que já ouvimos mais de uma vez. Finalmente, á força de tanta repetição, terminamos por aceitá-los como verdadeiros. E os repetimos sem sequer nos preocuparmos em verificar quão certos são.
É comum ouvir dizer que no Brasil já não existi mais racismo, preconceito ou discriminação. Ao mesmo tempo é impossível negar o alargamento das diferenças sociais e econômicas sofrias pela sociedade no decorrer da colonização do país, para perceber também, que há, através da história a perpetuação da discriminação.
A sociedade contribui para que o preconceito seja voltado para os negros devido à colonização do Brasil, onde as terras foram tiradas do poder dos índios, que se viram obrigados a trabalhar. Como não se adaptaram bem, por recusarem a escravidão, foram substituídos pelos escravos africanos.
Os negros foram arrancados de sua pátria e trazidos para as Américas. Um continente desconhecido, onde não lhes ofereceram nenhuma vantagem.
Mesmo depois da abolição, no dia 13 de maio de 1888, os negros não se libertaram, datando daí o período da intensificação do preconceito e o conflito pessoal quando se faz algum tipo de comentário sobre o passado dos índios ou negros, por causa da escravidão que sofreram. Mas muitos esquecem que são brasileiros e possuem suas origens dos povos que habitaram e colonizaram o país, ou seja, e uma mistura de raças que compõe a sociedade.
O racismo ou etnocentrismo é a característica de um grupo racial que cria conflitos, tentando mostrar-se melhor que os outros. A Sociologia classifica o racismo como uma discriminação ideológica, na qual um grupo considera ter mais qualidades que o outro. O preconceito é um relativismo individual que resulta em conseqüências graves.
As pessoas por acharem que são melhores começam a desmerecer as outras. Para a Psicologia, o racismo pode gerar certos tipos de patologias nas pessoas discriminadas, as pessoas, quando discriminadas, sofrem um certo isolamento podendo ter como conseqüência à violência.
Quando alguém está sendo inferiorizado, seja por causa de sua cor ou por sua crença, passa a desenvolver problemas psicológicos. Em que pese o fato de que a escravidão dos africanos continua sendo uma dívida do projeto de civilização ocidental para com os negros, o que se verifica mesmo é que, perpendura não apenas em razão da ausência de políticas públicas em benefício do povo negro, mas também da demora e da indecisão dos tribunais em julgar os crimes de racismo.
Embora, a questão continue sendo tratada apenas como “um problema de pessoas de cor”, visto que ódio racial não existe no Brasil, para os segmentos negros organizados, na análise e compreensão do problema do racismo, seus efeitos comparecem mais nos indicadores socioeconômicos e de violência do que na vida pessoal de negros e negras que tentem de todas as formas driblar e escapar das marcas e dos efeitos de racismo.
Discriminação racial, preconceito racial, racismo não significam a mesma coisa, mas em se tratando de uma atitude diante de pessoas negras têm um efeito psicológico único: baixa-estima. Nas crianças e nos adolescentes os efeitos decorrentes dessas práticas são mais perversos ainda, pois interferem de maneira bastante negativa na construção da identidade pessoal.
A identidade de uma pessoa é construída no decorrer da vida a partir de várias experiências. Experiências essas que podem ser negativas, como em simples gestos ou termos usados no dia-a-dia que expressam algum tipo de preconceito, como piadinhas de mau gosto que rebaixa ou inferioriza alguém.
Esse tipo de situação poderia ser outra, caso a sociedade brasileira tivesse integrado de outro modo à presença dos africanos no seu seio. Eles foram escravizados em sua terra natal, a fim de atender os interesses econômicos e expansionistas dos europeus. Como escravos, construíram esta nação.
Com seu trabalho, suas linguagens, suas crenças, suas festas, seus ritmos, sons e cores, os africanos produziram um tipo de sociedade multicultural, juntamente com os povos que aqui estavam e outros que vieram buscar riquezas. No entanto, a intolerância, a dificuldade em aceitar e acolher o diferente, bem como que os brancos cada vez mais explorassem os africanos, tornando-os seres inferiores. Ao findar a escravidão, restaram suas mazelas.
A principal delas continua sendo a discriminação racial e o racismo. A sociedade branca, herdeira dos benefícios do trabalho escravo, continua nutrindo os mesmos sentimentos com relação aos negros.
Como resultado disso, além da má distribuição de renda, verifica-se que as melhores escolas, os postos de trabalho que garantem melhor remuneração, os melhores índices de qualidade de vida pertencem aos brancos.
A luta dos movimentos negros organizados desde o fim da escravidão até os dias de hoje visa à construção de um outro tipo de sociedade. A garantia de oportunidades iguais se apresenta, neste contexto, como uma conquista fundamental.
Com efeito, grande desafio está na mudança de mentalidade e na construção de atitudes de tolerância, respeito e acolhimento, com relação à diferença e à diversidade cultural brasileira. Dessa maneira, a cidadania da população negra será garantida não apenas através da participação em eventos recativos á afrodescendência, mas também naqueles que dizem respeito ao modelo de estado e sociedade que queremos consolidar no Brasil.
Pois sem a presença dos negros no poder a democracia brasileira será sempre para inglês ver. O aparato legal que, hoje, o Brasil dispõe para combater o racismo, poderia contribuir muito para o fim da discriminação racial, mas muitos dos operadores do direito como também membros da magistratura, parecem continuar entendendo que não há intencionalidade racista nas práticas denunciadas: existem apenas mal-entendidos.
O racismo antinegro existente no Brasil, embora dissimulado pelo mito da democracia racial, exclui os afro-brasileiros da sociedade inclusiva, do direito a ter direitos, pois a intolerância racial “ignora os afro-brasileiros, relegando-os a uma cidadania amedrontada” (Abreu, 1999, p.151).
Se a discriminação racial é um mal-entendido do indivíduo e dos movimentos negros, de quem será o mal-entendido dos indicadores sociais e de violência, que apresentam milhares de negros e negras como vítimas das péssimas condições de moradia, do analfabetismo, da baixa escolaridade, do desemprego, dos baixos salários, da violência doméstica e policial, do narcotráfico, do sistema carcerário, da esterectomia, do abandono da saúde pública, dos baixos índices de qualidade de vida e do preconceito religioso veiculado ao proselitismo das outras crenças? “A discriminação entre seres humanos com base em raça, cor ou origem étnica é uma ofensa à dignidade humana e será condenada como uma negação dos princípios da Carta das Nações Unidas, como uma violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais proclamadas na Declaração Universal de Direitos Humanos, como um obstáculo para relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como um fato capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos”.
Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ONU, 1963. Para mudar a visão da sociedade e lutar contra o racismo e preciso tomar algumas medidas de prevenção como a educação e proteção contra o preconceito e a intolerância para que as gerações futuras não cometam os mesmos erros que seus descendentes fizeram ao escravizar os negros.
E necessário investir mais na educação e mostrar que todos são iguais perante a lei, possuindo os mesmos direitos e deveres. Não tendo nenhuma distinção entre negros e brancos, pobres e ricos, homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros.
Todos são iguais e merecem respeito. A educação deveria ser voltada para valores e para a promoção da diversidade étnico-racial.
E o objetivo maior do processo educacional deve ser o pleno desenvolvimento da personalidade humana, guiado pelo valor da cidadania, do respeito, da pluralidade e da tolerância, que contribuiria para a eliminação de preconceitos e estereótipos raciais.

3 A INVISIBILIDADE DA QUESTÃO RACIAL E SOCIAL

O negro brasileiro enfrenta um inimigo oculto, ele esta por toda a parte, não se sabe por onde vem o inimigo, a sua verdadeira posição. Poucos conseguem captar por onde parte as dificuldades que bombardeiam continuamente os negros. Trata-se esse tema da invisibilidade da questão racial do negro brasileiro.
De todas as grandes questões nacionais, nenhuma outra é mais dissimilada. O negro não esta ausente apenas dos meios de comunicação em geral, novelas, filme, comerciais de tv, ele também não comparece como uma entidade importante da vida social, mesmo sendo quase metade da população.
No Brasil, é como se quiséssemos todos (brancos e negros) fugir do assunto. Elimina-se o problema não o enfrentando. Tal política da avestruz foi e continua sendo eficaz no sentido de manter a maioria negra onde está e sempre estará: a margem da cidadania. A invisibilidade da questão racial deve ser interpretada como fato que não se nota, não se discute nem se deseja notar.
A historia narrada nas escolas é branca, a inteligência e a beleza mostradas pela mídia também o são. Tudo isso é apresentado como se houvesse uma preponderância absoluta, uma supremacia dos brancos sobre os negros.
Contudo, a meia cidadania do negro é notada pelos estrangeiros que nos visitam. Deixamos perceber a existência de dois Brasis. O Brasil moderno e maravilhoso, que possui a segunda maior frota de jatinhos executivos, a ausência do negro é quase absoluta.
Do outro lado o Brasil das chacinas e da miséria, que nos reduz a um dos paises mais atrasados do planeta, a presença do negro é sólida, vigorosa e consistente. O negro foi subjugado socialmente: é o brasileiro mais pobre e o que menos oportunidade teve de alterar sua vida para melhor.
A sociedade o rotulou como inferior, resultando no abaixamento de sua auto-estima. Assim o negro é tido como o menos apto para desenvolver atividades complexas e de cunho intelectual. Esteticamente é invisível, excluído pelo padrão de beleza. Trata-se de um tripé pesado, a qual se fundamenta na negação de suas qualidades: (a) é intelectualmente frágil; (b) é inferior esteticamente e (c) é de caráter duvidoso.”Centopéia de duas” cabeças é o nome que se da ao aspecto duplo que atinge o Brasil, de um lado temos a sociedade que rotula negativamente o negro, discriminando e impedindo o seu progresso. Por outro lado, temos o próprio negro com a introjeção de todas imposturas criado conta ele.
Quando estes estereótipos atingem o negro, este sente dificuldade de se desenvolver. Entretanto, quando o próprio negro crê nas falácias construídas contra ele, constitui um obstáculo difícil de ser superado. O negro então anula o seu potencial.

4 CONCLUSÃO

Tendo em vista o estudo feito sobre este assunto, pode concluir que ainda existe racismo em nosso país, mesmo de uma forma indireta, como por exemplo, em piadinhas maldosas que cita cor de pele negra como sendo inferior onde, sempre leva a pior no final da historia ou são rebaixado ao ridículo. A desigualdade no Brasil se explica pela desigualdade social.

4 REFERÊNCIAS

ABREU, Sergio. Os descaminhos da tolerância: o afro-brasileiro e o princípio da isonomia e desigualdade no Direito Constitucional . Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 1999.