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Blog do Everton

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A Educação Religiosa E Idade Média E A Influência Da Igreja

As sociedades primitivas não tinham um sistema de educação, era usado o método de ensino por meio de imitação, onde as crianças aprendiam as diversas atividades no núcleo familiar ou em pequenos grupos orientados por sarcedotes e anciões. À medida que as tarefas dentro da sociedade tornaram-se mais complexas foram criados sistemas de aprendizagem diferenciados.
As primeiras grandes civilizações do oriente médio já tinham educação especializadas pois já tinham desenvolvido a escrita isto por volta de 4000 a.C. Os antigos egípcios , as civilizações mesopotâmicas e muitas culturas pré colombianas adotaram este sistema, e com a invenção da escrita veio reforçar o privilégio da minoria que tinha acesso ao saber. No século V a.C o sistema educativo da Grécia teve uma verdadeira revolução no trabalho do educador dando inicio ao método dialético, o ceticismo e análise critica em que os jovens eram educados. Foi nesta época que Sócrates transformou-se para sempre num modelo de educador, bem como Isócrates, Platão, Aristóteles e outros que muito contribuíram para o processo educativo da época.
A Idade Média teve inicio quando o sistema político, econômico e social se arruinaram, pois o mundo mediterrâneo e a Europa ocidental estavam sob o comando de Roma.
O cristianismo já era dominante no decadente império romano e finalmente tinha se imposto aos povos bárbaros da Europa. Apenas a igreja conseguiu preservar a cultura do mundo antigo. Foi nesta época que boa parte da herança cultural grego-romana foi esquecida ou desapareceu e assim perdeu-se o vínculo com a tradição cultural mais rica que ate então a humanidade tinha produzido.
A educação na Idade Média se fundou na concepção do homem como criatura divina de passagem pela terra e que devia cuidar primeiramente da salvação da alma e da vida eterna. Na Idade Média o ensino praticamente era feito na clandestinidade, eram poucas as escolas que eram em mosteiros e sedes episcopais e se educavam poucos alunos que eram dominados pela religião e o que aprendiam este saber era quase sagrado como nas antigas civilizações do Oriente Médio. Estas escolas se destinavam a preparar sacerdotes para a igreja que eram mediador entre o homem e os deuses e para instruir funcionário imperial. Nesta época a educação foi baseada nas sagradas escrituras e formava o homem para torna-se obediente a Deus, pois tudo era relacionado a Deus exemplo: Papa. Bispo, Cardeais, Padres, Igrejas, Templos, Sacramentos, Bíblia, Fé, Penitência, Pecado, Anjos e outros.
Como afirma Knowles (1998 p.54), “a cultura e o modo de viver e ver o mundo de cada povo seus costumes e religiões”. Na Idade Média Deus era o centro de tudo, a questão cultural não ficava de fora: teatro, dança, música, educação, julgamentos, cotidiano, tudo era vivido, julgado e aprendido refletido sobre a imagem de Deus. Era passando para o homem que sua missão na terra era obedecer, sofrer e quem sabe alcançar seu lugar no céu.
A bíblia ajudava muito essa doutrinação, pois era a lei, ou seja, o parâmetro de julgamento para viver como um bom fiel. O infiel tinha como pagamento além da fogueira um lugar no inferno.
Nos últimos séculos da Idade Média teve um extraordinário desenvolvimento social e cultural. No século XI a expansão das universidades mudou radicalmente as condições de ensino.
As universidades continuavam dominadas por um sistema rígido, tradicional fundamentado na teologia que levava em conta uma incontrolável expansão do saber. Quando o pensamento de Aristóteles foi incorporado na cultura dominante, a semente do racionalismo foi implementada nas instituições medievais de ensino. A educação retornou as antigas idéias clássicas que defendiam a conjunção do homem com a natureza. Os grandes pensadores eram solicitados por toda parte da Europa defendiam suas idéias. Só que este período de otimismo da primeira fase do Renascimento duraria muito poucos anos.
A reforma religiosa acarretou uma reação católica que foi um retrocesso isto aconteceu no ano de 1517 onde Martinho Lutero colocou em publico sua contestação à doutrina eclesiástica das indulgências. A partir desta época tudo foi diferente. Na Europa começava uma verdadeira guerra civil que durou aproximadamente um século e meio cujo papel desta guerra era dificultar o pensamento de Lutero. As lutas religiosas não tiveram efeito para paralisar o otimismo renascentista e as instituições eclesiásticas e estatais começaram a se assustar.
A liberdade que os educadores tinham na época imediatamente foi cortada e a igreja católica iniciou uma profunda decadência das universidades.
Na maioria dos paises protestantes que não se toleram foi preciso apelar à tolerância para frear a guerra civil. Foi ai que começaram a surgir idéias inovadoras na Europa. Os efeitos da reforma na Educação foi a longo prazo. O mais importante foi à extensão de ensino primário. Pois era preciso saber ler para poder ter acesso às sagradas escrituras. Lutero traduziu a bíblia para o Alemão para estimular sua leitura. O latim idioma internacional dos humanistas foi relegado a segundo plano.
Todo movimento da reforma e o aparecimento da imprensa favoreceram a alfabetização de mais população, que tiveram acesso aos livros cada vez mais baratos. Com a contra-reforma os países católicos ganharam novas instituições de educação; os colégios. Os jesuítas e outras congregações e outras religiões, criaram instituições educacionais destinadas às classes privilegiadas.
A igreja católica começou a organizar de forma rigorosa a formação de sarcedotes, assim criando os seminários.
A educação recebia novos recursos técnicos e com a ajuda da impressa se expandiu bastante. O estado absorvia cada vez mais funcionários letrados. Os reis, governadores, bispos e autoridades precisavam cada vez mais de pessoas, como: escrivões, juristas e técnicos; pois não podiam governar uma cidade e dirigir um exército sem saber ler, interpretar e redigir documentos.
A partir do século XVII cessaram as lutas religiosas que tinham dividido a Europa com isto a religião perdeu o controle sobre as ideologias e as grandes filosofias da época que se fortaleceram fora da influencia da religião. Foi neste século que ingleses elaboraram a enciclopédia francesa uma obra-prima da literatura didática. O século XVIII foi chamado o século da educação. Foi ai que as promessas religiosas começaram a ser invalidadas e desacreditadas. A democratização do ensino, no entanto tardaria vários séculos para se tornar realidade. Os governantes europeus no século XIX começaram a levar grande parte da população para a escola lentamente, pois precisavam de mão-de-obra especializada para as atividades industriais e assim no final do século a maioria dos paises industrializados tinha colocado na escola quase toda população infantil. No século XX a educação primaria foi levada para todo mundo.