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A América E Seus Desafios Sociais

RESUMO

Na América Latina a desigualdade social, vem desde o início das gerações. Ainda convivemos com a marca de um passado opressor que dizimou as populações indígenas e instituiu o caráter econômico e exportador das sociedades latino-americanas. As desigualdades sociais que se multiplicam nesses países, aliados a movimento de guerrilha civil, crises econômicas cíclicas e dependências dos mercados internacionais, caracterizam a formação social.

Palavras-chave: América Latina; Desigualdades Sociais; Formação Social; Pobreza.

1 INTRODUÇÃO

O tema das desigualdades sociais e pobreza na América Latina é recorrente nos relatórios dos Organismos Internacionais do Banco Mundial, passando pelo FMI, até Instituições das Nações Unidas, como a CEPAL, o PNUD, a OIT, entre outras. 44% população vive em favelas com estrutura precária e condições mínimas de sobrevivência.
A América Latina desempenha por longo período o papel de periferia mundial no capitalismo, relacionando com a hegemonia norte-americana no continente.
Nas últimas décadas, alguns países ampliaram um parque industrial, desenvolvendo tecnologias próprias, conquistando importância na economia mundial, destacando-se o Brasil, México e Chile.
O Brasil destaca-se pelo desenvolvimento de importantes setores industriais, como a aviação, produção de petróleo, estendendo os campos petrolíferos, agroexportador. Assim como dispõe de muitos recursos naturais, humanos e econômicos, tais como minérios, rios, solo extenso.
O México integra o bloco econômico do NAFTA, do qual os Estados Unidos e Canadá fazem parte.
O Chile está participando de importantes acordos com os Estados Unidos e apresenta o maior crescimento do PIB na América Latina.
No entanto os demais países do continente estão ainda sem desenvolver a economia capaz de aliviar a precária condição da vida de sua população.
Os fatores que facilitaram o desenvolvimento da América Anglo-saxônica estão relacionados com o interesse privado no financiamento da colonização, construção das ferrovias americanas na conquista dos territórios, impulsionando a industrialização.

2. AMÉRICA LATINA E A DESIGUALDADE SOCIAL .

De acordo com Hoffman e Centeno (2006) as desigualdades sócio-econômicas na America latina relaciona-se com:
* A combinação de pobreza e desigualdade na América Latina expressa uma forma particular de miséria.
* Os latino-americanos vivem em condições piores do que poderiam: a correlação entre o PIB e o Índice de Desenvolvimento Humano do UNDP indica que os padrões de vida são piores do que as rendas nacionais poderiam prever.
* As evidências também indicam que uma parte significativa da miséria de uma grande porção da população não necessariamente origina-se na pobreza em si ou propriamente dita, mas antes, nas conseqüências da distribuição radicalmente assimétrica.
* O crescimento reduz a pobreza mais muito aquém do que se poderia esperar, caso fossem mais baixos os níveis de desigualdade; o crescimento igualitário já mais existiu na America latina.
* Os níveis de miséria e pobreza poderiam ser reduzidos mais substancialmente por meio de mudanças na distribuição do que pelo próprio crescimento.
* No caso do Brasil, por exemplo, o milagre econômico do pós-guerra fez bem pouco para atenuar na alta concentração de renda nas mãos da elite.
* A América Latina parece ganhar pouco em termos de crescimento econômicos por conta dessa desigualdade.
* Pode-se falar também em bolsões de miséria disseminados pelo continente, os quais parecem resistir a todo e qualquer esforço no sentindo de melhoria das condições.

Para entender melhor a origem de tantas desigualdades na América Latina, Hoffman e Centeno (2006) nos indicam uma lista de razões:

* Os padrões de posse da terra continuam medievais em todo o continente. Em praticamente todos os países, a elite agrária reteve o poder político e social em níveis profundos que existe um colonialismo interno.
* As oportunidades de trabalho de qualquer tipo decaíram em todo o continente.
* Os salários da América Latina permanecem baixos em comparação aos dos países desenvolvidos: e é estimado um declínio no nível dos salários disponíveis.
* A distribuição da educação é quase tão desequilibrada quanto à da renda.
* A ascensão de políticas neoliberais esteve estreitamente ligada a uma maior integração da América Latina à economia mundial, mais há evidências de que alguns aspectos do papel global da America Latina contribuíram para um agravamento da grise na distribuição.
* A necessidade de negociar a divida após 1982, por exemplo, pode ter levado alguns países a adotar políticas regressivas que enfraqueceram a capacidade dos governos de melhorar a distribuição ou atenuar a pobreza.
* A necessidade de proteger a economia da fuga de capital ou do recuo dos investimentos limitou severamente a escala e o escopo da ação do Estado.
* Na ausência de um Estado, os ricos podem manter suas posições por meio da pratica da violência brutal.

Mesmo com diferentes formas, todos os indicadores sociais apresentam agravamento das antigas situações de pobreza apontando o surgimento de novas situações de precariedade, vulnerabilidade, violência e instabilidade.
O grande passo não é retomar o crescimento econômico, mas combater as desigualdades presente na América Latina.
O relatório do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) aponta a existência no mundo de um bilhão e duzentos milhões de pessoas que sobrevivem com menos de um dólar por dia, na miséria. As maiores vitimas são as crianças, prejudicando o desenvolvimento físico, emocional e escolar.
De um modo geral, os países pobres apresentam baixo numero de renda por per capita, baixa expectativa de vida, mortalidade infantil, baixos salários, desigualdade na distribuição de renda etc…
O desenvolvimento deve possibilitar que todos aumentem suas capacidades humanas de forma plena, fazendo o melhor uso em todos os sentidos econômico, cultural ou político. O desenvolvimento de uma população é alcançado quando habita em um meio social e geográfico que lhe permita potencializar ao máximo suas capacidades humanas.

3 CONCLUSÃO

O grande desafio a ser enfrentado no século XXI: a proposta de romper com o desenvolvimento regulador ou a submissão extrema para se construir um crescimento autônomo e integrado entre todas as nações continentais.
O passado latino-americano, marcado pelo imperialismo europeu e norte-americano e pela desigualdade social, pode servir como base para uma Transformação generalizada no continente. Como diz o historiador francês LUCIEN GOLDMANN, é olhando o passado que podemos melhorar o presente e o futuro.

4 REFERÊNCIAS

HOFFMAN, Kelly; CENTENO, Miguel Angel. Um continente entortado ( América Latina).Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ts/v18n2/a02v18n2.pdf> Acesso em: 31 julho.2008.